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Reversão da Vasectomia

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Vivemos uma época controversa com ideias de controle de natalidade, dos problemas sociais, de liberdade de escolha e de comportamento. Os dois primeiros confluem em dois tópicos: o crescimento populacional exagerado e o aumento do custo de vida. Através desse contexto, criaram-se métodos contraceptivos, dos quais a vasectomia é a opção masculina mais empregada. Procedimento cirúrgico rápido, largamente difundido e altamente seguro nos seus resultados. Porém, a instabilidade dos relacionamentos, a liberdade e a quebra de tabus fazem, muitas vezes, as pessoas voltarem atrás de sua decisão e procurarem métodos para reverter um procedimento realizado, como a vasectomia. Isso é viável, apesar de não muito difundido.

1) O que é a vasectomia?

A vasectomia é um procedimento seguro, rápido e um método efetivo para contracepção.

Vasectomia
Os espermatozoides são continuamente produzidos nos testículos (túbulos seminíferos), mesmo depois da vasectomia. Após a produção, chegam até o epidídimo onde são temporariamente armazenados. Do epidídimo passam pelos ductos deferentes e são liberados pelo pênis no momento da ejaculação.
Vasectomia_2

Através da vasectomia, o fluxo é obstruído. O cirurgião corta e amarra os ductos deferentes. Vale a pena ressaltar que não existe comprometimento da função dos testículos, epidídimos e do pênis. A espermatogênese (produção de espermatozoides) continua mesmo após o procedimento.

2) Como se realiza a reversão da vasectomia?

A reversão é um procedimento cirúrgico que restaura o fluxo de espermatozoides, através dos ductos deferentes, e é realizado pela mesma incisão da vasectomia com auxílio de um microscópio (aumento em torno de 40x), por um profissional (urologista) habilitado a fazer microcirurgia. O paciente poderá ter alta no mesmo dia, com posterior repouso de 4 dias.

Existem dois tipos de cirurgias para a reversão da vasectomia: a vasovasostomia e a vasoepididimostomia.

Vasectomia_3

A vasovasostomia é a operação mais frequente, permitindo a reanastomose (ligação) dos ductos através de suturas com fios mais finos que os fios de cabelo (figuras 3a e 3b). É a cirurgia de escolha. No entanto, se ocorrer uma obstrução secundária no epidídimo o fluxo não se restabelece e a vasoepididimostomia deve ser realizada para ultrapassar esta barreira. É realizada pela conexão do deferente diretamente no epidídimo, como mostram as figuras 4a e 4b.

3) Quais as taxas de sucesso?

Gráfico Linhas Reversão Vasectomia

Quanto menor o intervalo entre a vasectomia e a sua reversão, melhores serão os seus resultados para conseguir a gravidez desejada.

  • Vasectomia realizada há 3 anos: 97% sucesso;
  • Vasectomia realizada de 3 a 8 anos: 88% sucesso;
  • Vasectomia realizada de 9 a 14 anos: 79% sucesso;
  • Vasectomia realizada há mais de 15 anos: 71% sucesso.

4) A reversão é um procedimento normal?

Cerca de 6% dos homens vasectomizados procuram a reversão do procedimento. Enquanto o número de homens que procuram pela vasectomia como método contraceptivo continua o mesmo, a cada dia cresce o número de homens que procuram pela reversão.

5) Por que os homens querem reverter a vasectomia?

A grande razão para que os homens procurem pela reversão da vasectomia refere-se à ocorrência de um segundo relacionamento após divórcio. No entanto, casos de falecimentos da esposa e/ou de filhos podem também suscitar no homem o desejo de restaurar a fertilidade. Uma pequena parcela reverte o processo devido a ocorrência de dores na bolsa testicular, razões religiosas ou simplesmente pelo simples desejo de voltar a ser fértil.

6) E quando a reversão não dá certo?

A grande maioria dos homens vasectomizados pode reverter este quadro. É claro que existem casos nos quais ocorreram complicações (obstruções secundárias, processos inflamatórios importantes etc.), tornando o procedimento de reversão mais complicado. No entanto, com o advento, nestes casos recomenda-se a utilização de técnicas específicas de punção de espermatozoides em tratamentos de reprodução humana assistida.

7) Reversão da vasectomia ou ICSI?

Nos casos de falhas na tentativa de reversão, razões religiosas e, principalmente, opção do paciente a ocorrência da gestação pode se dar via reprodução assistida. Em 1992, o grupo de Palermo preconizou a técnica de ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide – figura abaixo) para o tratamento do fator masculino grave. Atualmente, é possível associar a esta técnica outro procedimento chamado PESA (punção percutânea epididimária de espermatozoides) para manejar a infertilidade nestes pacientes.

Vasectomia_7

Através do PESA são recuperados espermatozoides diretamente dos testículos que são posteriormente injetados no oócito.

Instrumental cirúrgico

Reversão de vasectomia - instrumental cirúrgico

Bloqueio anestésico

Reversão de vasectomia - anestesia

Punção do Epidídimo com seringa de 1ml e agulha de 27g contendo meio de cultura (Hepes) tamponado.

Reversão de vasectomia - punção do epidídimo

Material obtido na punção colocado em placa de cultura contendo Hepes.

- material obtido

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